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terça-feira, 14 de abril de 2026

28º Dia do Motociclista celebrou-se em Espinho


A 28ª edição do Dia Nacional do Motociclista, evento que a FMP realiza desde 1997, visitou no passado domingo a cidade de Espinho.

No passado domingo, 12 de abril, coube a Espinho receber pela primeira vez uma edição do Dia Nacional do Motociclista, evento que já conta com 28 edições e que a Federação de Motociclismo de Portugal leva a efeito desde 1997, apenas com dois anos de interrupção (2020 e 2021) devido às medidas impostas pela pandemia. Com o Sol a ajudar, a afluência de motociclistas e de moto clubes a este seu dia que teve o apoio no terreno do Moto Clube de Espinho foi, uma vez mais, bastante elevada, abrilhantando as celebrações naquela cidade da Costa Verde. Isto apesar das várias restrições impostas pelas autoridades locais, contrárias ao acordado previamente com a FMP, permitindo apenas a entrada de um número muito limitado de motos no recinto. Mas, uma vez mais, os motociclistas souberam dar mostras de civismo e celebrar condignamente aquele que é o seu dia, um dia de reflexão sobre o nosso papel enquanto motociclistas, uma celebração da vida e um momento para recordar aqueles que já não andam connosco na estrada. Que venha então o 29º Dia Nacional do Motociclista. Até para o ano! 

A Comissão de Mototurismo da FMP agradece o empenhado apoio do Moto Clube de Espinho na organização deste dia tão especial e a todos que duma forma ou de outra deram o seu apoio e em especial a todos quantos se deslocaram de todo o país e além fronteiras para participar. Lamenta profundamente todos os constrangimentos que se verificaram alheios à sua vontade, comprometendo-se a que jamais voltem a acontecer. A próxima edição vai ser em Lamego. Até lá!

Fonte: FMP

Álbum de fotos

Vídeo


































Enquanto membro da organização do Dia Nacional do Motociclista quase desde o início, nunca pensei assistir e viver tudo o que de mau se passou nesta edição, protagonizado por quem definitivamente não gosta de motos e de motociclistas, com profundo desrespeito para com as entidades religiosas presentes e com todos quantos se deslocaram a Espinho dos quatro cantos do país.

Desde as restrições no acesso das motos ao recinto, contrariamente ao que estava inicialmente previsto e acordado com a federação como acontece em todas as edições, até ao excesso de zelo na segurança, passando por alterações sem ser consultada a organização, vários foram os obstáculos e as situações desagradáveis que aconteceram.

A par disto a intransigência das entidades locais civis e policiais em entender, aceitar e respeitar, todos os preparativos que um evento como este exige e que a organização tentou transmitir nas diversas reuniões havidas, por vezes com atitudes a roçar a prepotência e a arrogância, completamente inaceitáveis.

Foi impensável ter na procissão e no recinto a polícia de intervenção, bem como o excesso de medidas de segurança totalmente desnecessárias que mais parecia para prevenir uma qualquer rebelião.

O sentimento que me assolou, foi de ter regredido ao tempo da "outra senhora".

Sou defensor da lei e da ordem mas muito mais da liberdade com responsabilidade.

Quem desde o princípio assumiu a responsabilidade da organização deste nosso dia que tem percorrido várias regiões do país, tem demonstrado, a par dos restantes elementos da organização, do apoio dos clubes, autarquias, entidades de segurança entre outras que é possível reunir milhares de pessoas, motociclistas ou não, num encontro de reflexão, confraternização, lembrando quem já partiu, num ambiente único que devia ser respeitado e apoiado incondicionalmente. Infelizmente nada disso aconteceu.

Mas com a nossa determinação e a resiliência do Moto Clube de Espinho, tudo correu pelo melhor.

Quero acreditar que foi apenas uma curva mais apertada que nunca mais estará no nosso caminho.

A cidade de Espinho e o seu clube de motos, merecem mais respeito e consideração.

No próximo ano estaremos de novo em Lamego, com todo o gosto!

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